O racismo no Mercado de Trabalho

Devido a forma de inserção desigual na estrutura de classes, no que se refere a renda, escolaridade e ocupação, a tendência é o posicionamento desfavorável dos negros em nossa sociedade. Foi pensando nesse lado preconceituoso que ainda existe em muitas pessoas no Brasil e aproveitando a semana da Consciência Negra , que resolvi tratar sobre esse assunto.

Até meados dos anos 40, o mercado de trabalho era estruturado de cima para baixo, privilegiava os indivíduos brancos e dificultava o acesso de outros grupos raciais. Foi justamente por essa ideologia racial que nasceu o preconceito quanto ao ingresso do negro no mercado de trabalho. Nesse sentido, uma das características marcantes do mercado de trabalho brasileiro até hoje é a desigualdade de oportunidades entre os grupos raciais. As estatísticas revelam um quadro aterrador acerca da maneira como brancos e negros estão distribuídos na estrutura ocupacional.

Podemos, com certeza, afirmar a existência de uma reserva de mercado em determinadas profissões que privilegia alguns indivíduos em função da cor da pele. Enquanto algumas ocupações são deliberadamente preenchidas por brancos, onde estão situados os maiores rendimentos e as melhores oportunidades, outras abrigam aqueles indivíduos com menores possibilidades escolares e profissionais, como é o caso dos negros, auferindo rendimentos inferiores.

A desigualdade racial encontra-se também no interior do processo educacional e observamos isto na baixa escolaridade alcançada por negros em comparação com os brancos. Isto terá efeitos consideráveis quanto aos rendimentos de brancos e negros. Assim, podemos relacionar educação, trabalho e renda e teremos uma dimensão exata da forma como está organizada a estrutura ocupacional no Brasil.

Práticas discriminatórias presentes no cotidiano indicam a permanência do racismo. A sociedade brasileira preserva profundas desigualdades raciais, de rendimentos, educacionais e ocupacionais. Para esses e outros efeitos e graças ao grande Líder Zumbi Dos Palmares, que surgiram projetos e datas como o dia da Consciência Negra que visa refletir a inserção do negro no mercado de trabalho.

O desafio é ultrapassar, através de profundas mudanças culturais e sociais, o preconceito, a discriminação e o racismo. No entanto para que isso ocorra é fundamental tomarmos consciência das marcas impressas pelo racismo (baixa estima, medo, insegurança, desconfiança, temor) para, de vez, exterminá-lo. Evidente que esta é uma tarefa árdua e cabe a nós levá-la a cabo.

Veja mais:

Vídeo sobre preconceito racial. Gabriel O Pensador- Preconceito é Burrice

Uma resposta para “O racismo no Mercado de Trabalho”

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  1. Dia da Consciência Negra « Mundo Pã - novembro 21, 2010

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